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Whiplash

CRÍTICA
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Nota: 6,1

Este foi mais um filme que vi pelo falatório que gerou e porque nem sempre sou eu que escolho os filmes que vejo.
Começa muito bem. Um plano interessante e que apela à curiosidade. Uma bateria muito boa (algo expectável tendo em conta o tema do filme) e uma primeira interacção entre personagens que apela ao “bê-á-bá” do cinema.
Não posso criticar a consistência tendo em conta que Fletcher (J.K. Simmons), depois desta primeira cena de “eu é que sou!”, mantém essa postura… Afinal não, deixa-se ir como tinha de acontecer num filme com traços de “arte de massas”. Nada que eu não estivesse à espera.
Por este tipo de cenas se começar a repetir, senti que o filme não estava a criar tensão suficiente para me agarrar e comecei a ficar com “o pé atrás”.
É de referir que já estava um pouco reticente por ser um filme com uma temática musical. Sim, costumo ter um pouco de resistência a este género, apesar de muitas vezes vir a gostar. O que até aconteceu, em algumas partes, visto que existem momentos muito engraçados, aqueles momentos de inspiração do argumentista, suponho.
Entretanto revela-se Andrew (Miles Teller), com todas as suas cicatrizes, entra o “Rocky Balboa Style” em acção, canaliza a sua raiva na música (cliché!), foca-se na sua obsessão e presenteia-nos com o Rocky Balboa 7, O Baterista.
Quando temos uma produção que envolve quantidades elevadas de dinheiro, não são os bons planos e alguns bons diálogos que safam um filme das restantes falhas. Mesmo assim, não posso deixar de realçar os planos pormenor interessantes, especialmente aqueles rápidos, passando de objecto em objecto, de movimento em movimento.
Mas como acabei de referir, penso não ser suficiente. Até o final – do qual não desgostei –, poderia ter uma ou outra variação que lhe assentaria na perfeição.

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