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The Theory of Everything

CRÍTICA
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Nota: 7,1

Em tempos quis ler algum livro acerca de Stephen Hawking, após uma conversa acerca da sua pessoa. É um “ícone” com uma história de vida interessantíssima por todas as suas peculiaridades, derivadas da sua doença e não só.
Mal soube que ia ser feito este filme, fiquei logo interessado por ainda não ter comprado nenhum livro sobre ele, nenhuma biografia, levando-me a saber muito pouco sobre a sua vida.
Não estava a contar ver este filme no cinema mas depois de todas as críticas que ouvi e tendo em conta que ainda tinha a oportunidade de o ver no cinema (algo que muitas vezes não acontece), foi lá que o vi.
Como sempre, não sei dizer com certeza se acho que merece os prémios que ganhou pois não vi todos os filmes com os quais concorria, nem os outros que não tiveram a oportunidade de concorrer. Não sendo isto nada de muito importante, digo apenas que os prémios não me chocam nada pela excelente actuação de Eddie Redmayne. Após ver uma notícia na televisão fiquei interessado em ver muitos dos filmes em que este actor participa, tanto pelos temas que abordam como pela curiosidade de o ver actuar. Agora ainda cresceu mais esta curiosidade pela fantástica performance neste filme.
Sinceramente as expectativas não estavam muito altas por toda a gente focar muito a parte sentimental, algo que não costuma ser o ponto principal do meu interesse num filme. Queria apenas conhecer melhor a história de Stephen Hawking e também matar a curiosidade da representação de Eddie Redmayne.
O filme realmente apela à parte emocional, não fosse baseado na obra que conta a história do amor entre Stephen Hawking e a sua esposa. Foi este o único ponto que me desanimou um pouco pois estava à espera de um filme focado em passar a história da vida de Stephen Hawking de um ponto de vista geral, com um foque maior na sua vida profissional, nos seus feitos científicos.
Se me abstrair desta vontade de querer conhecer um pouco mais a fundo a vida deste senhor, consigo dizer que é um filme que não nos faz ansiar pelo final pois todo ele é uma boa experiência de cinema.
A banda sonora, pela qual tinha um pouco o pé atrás depois de ver uma entrevista ao seu criador, está realmente muito boa.
Das actuações, nada a apontar, pelo contrário, temos a melhor deste ano, segundo os especialistas.
A história é boa, e espero que fiel à realidade. Passa a mensagem principal de que todos podemos atingir os nossos sonhos pois a maioria de nós não tem, nem de perto nem de longe, as incapacidades de Stephen Hawking. E não vale apelar ao argumento do QI acima da média ou às oportunidades do meio em que se inseria. Podemos extrapolar esta lição de vida para qualquer quotidiano.
Sei que posso ler livros que me saciem a curiosidade acerca da sua vida profissional e, possivelmente, irei fazê-lo. No entanto, também me posso sentir um pouco desiludido pois imaginei outra coisa. Como disse anteriormente, as expectativas não estavam muito altas, o que potencia um balanço final bastante positivo.

The Theory of Everything
Ficha Técnica
Título: The Theory of Everything capa-de-the-theory-of-everything
Director: James Marsh
Elenco: Género: Biografia, Drama, Romance
País: reino unido
Ano: 2014