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The Godfather – Part III

CRÍTICA
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Nota: 7,7

O pior filme desta trilogia! Sempre classificado desta forma. Foi esta a ideia que tive ao longo dos anos. Será?
Passados dezasseis anos da segunda parte, filmam a última parte desta fenomenal trilogia. As personagens envelhecidas trazem-nos a sensação de amadurecimento e não de velhice. Michael Corleone conseguiu adquirir a sabedoria suficiente para trazer a grandeza e estabilidade à família.
Existe uma nova peça no tabuleiro, Vincent (Andy Garcia) torna-se o centro das atenções. Esta personagem representa a “nova escola” da Máfia mas com um respeito profundo pelas raízes, tanto quanto o seu temperamento permite.
Este filme centra-se em jogadas mais altas. Estamos perante um nível político mais elevado e a religião alcança o seu pontífice, chegando ao Vaticano. Aqui a corrupção atinge um nível ainda mais desprovido de escrúpulos. As maroscas políticas são mais rebuscadas, tornando-se mais perigosas, por a sua resolução não ser tão linear quanto o é nas ruas. A crescente tensão prende-nos de forma intensa pelo perigo que todas as personagens correm, pelos complôs que as rodeiam. Já diz o ditado que, quanto mais alto maior é a queda.
A cultura siciliana é evidenciada tanto pela localização física onde se desenvolve grande parte da acção, como pela história contada na ópera que nos é apresentada.
Esta ópera é um dos pontos centrais deste filme. Toda a acção que se desenrola no filme durante o representar da peça, acaba por ter os contornes de uma verdadeira tragédia. Fluem em conjunto, a ópera e a acção, atingindo os seus altos e baixos ao mesmo tempo, como se fossem unas.
E assim, com Michael Corleone numa busca incessante pela sua absolvição, culmina com um final dramático.
Agora digam-me, isto é um mau filme? A mim não me pareceu. É um filme abaixo dos outros dois? É um filme diferente.
Esta terceira parte complementa muito bem as outras duas, visto que se juntarmos os três filmes obtemos a estrutura clássica de um filme. Ou seja, apresentação das personagens, ponto alto da acção e fecho.
No entanto, podemos também isolar este filme dado que foca um tema específico e tem como centro uma personagem nova. Na minha opinião, visto desta forma, perde o sustento da história das outras duas partes. Por isso, para mim, vejo a trilogia como um todo e, como um todo magnífico.

The Godfather – Part III
Ficha Técnica