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The Girl on the Train

CRÍTICA
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Nota: 5,5

Numa fase inicial, pareceu-me um thriller intricado ao estilo de “Gone Girl”. Comecei por ter esperança de ver um bom filme, aumentando as expectativas.

O filme avançou um pouco mais e pensei que “Tem potencial!”. Vi a Rachel (Emily Blunt), numa viagem de comboio, a observar a vida alheia e a soltar a sua imaginação. Comecei a entrar no jogo e a querer adivinhar e saber mais. O thriller estava a fazer o seu papel, deixando-me expectante e ansioso por mais informações. Tudo o que via eram pistas, ou seriam armadilhas para me desviar do trilho certo? Cada vez fiquei mais emaranhado e curioso.

As backstories das personagens também me agarraram porque ficavam sempre pontas soltas, algo que não está bem. Posso dizer que no geral gostei das personagens, muito também pelos temas controversos que o filme explora.

Induzir pensamentos em terceiros é algo eticamente nada correcto mas planta uma semente funda de curiosidade. Até que ponto os nossos argumentos podem influenciar o discernimento de terceiros?

O bullying psicológico entre casais é um tema intemporal mas que continua a permitir discussões entre diferentes pontos de vista, a nível de limites. Se a suposta vítima não vê como abuso, é abuso? Ou a essa pessoa não vê como abuso porque a mente já foi toldada para que ache normal? São questões deste género que levantam a polémica e nos fazem reflectir.

Juntamos agora a estes dois temas a mentira. Se a estes temas, já de si sensíveis, juntarmos o engenho da mentira, temos a receita perfeita para um cenário complexo.

Até agora referi apenas todos os pormenores que podiam ser conjugados de forma a termos um filme de excelência, infelizmente, não temos.

Como referi anteriormente, as personagens até são boas, mas o ambiente e a história podiam ter seguido uma variedade de rumos muito melhores.

Conseguimos perceber muito cedo o plot twist, que por si só não é suficiente para sustentar a superficialidade com que nos são apresentados os temas e a própria história. Ficamos sem nada de forte para nos agarrarmos, ficando apenas pelo “e se, e se…”.  E se o filme fosse bom…

Outra coisa que também não gostei (e que critico sempre nas adaptações de livros ao cinema), foi o facto de mudarem pormenores da história, sem necessidade. Se no livro temos como personagem principal uma mulher com distúrbios acompanhados de uma aparência pouco cuidada (não se arranja e tem excesso de peso), no filme temos Emily Blunt. Na minha opinião, não caracterizaram o suficiente a actriz para que ela perdesse todo o seu brilho.

Já se percebeu que não recomendo o filme por existirem muitos outros thrillers de qualidade que merecem atenção.

The Girl on the Train
Ficha Técnica
Título: The Girl on the Train capa-de-the-girl-on-the-train
Director: Tate Taylor
Elenco: Género: Crime, Drama, Mistério, Thriller
País: estados unidos da américa
Ano: 2016