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Suicide Squad

CRÍTICA
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Nota: 5,9

As minhas expectativas estavam todas centradas nas personagens do Joker (Jared Letoe) e da Harley Quinn (Margot Robbie). Por um lado, tanto nos trailers como nos cartazes, a Harley Quinn destacou-se sempre, especialmente pela dualidade de comportamentos. Por outro lado, havia uma grande curiosidade para ver como Jared Letoe iria reinventar o Joker, prometendo muito pelos teasers que foram lançados nos mais variados formatos. Obviamente que a qualidade deste actor também teve muito peso para aumentar as esperanças de uma grande actuação (vi-o representar em Dallas Buyer Club, Requiem for a Dream, entre outros filmes).

Em relação a estas duas personagens, as expectativas cumpriram-se, são mesmo as melhores do filme.

Saliento ainda que, a nível de caracterização e dos efeitos especiais que os adornam, também gostei da Enchantress (Cara Delevigne), especialmente da sua primeira aparição, e do El Diablo (Jay Hernandez). Acrescento ainda que foi engraçado reconhecer Joel Kinnaman (que interpreta Rick Flag) apenas pela sua voz, de tanto o ver em House of Cards.

Outro pormenor que me agradou foram os letterings iniciais, muito coloridos e com um bom grafismo. Posso mesmo dizer que, nesta área, o filme tem grandes pormenores.

A banda sonora do filme também é interessante. Temos boas músicas como:

  • Standing in the Rain (Action Bronson, Mark Ronson e Dan Auerbach)
  • You Don’t Own Me (Grace, participação de G-Eazy)
  • Without Me (Eminem)
  • Bohemian Rhapsody (Panic! at the Disco)
  • Slippin’ into Darkness (War)
  • Fortunate Son (Creedence Clearwater Revival)

E pronto, acabei de esgotar os pontos positivos.

O que não gostei do filme — mas não fiquei surpreendido — foram as grandes confusões, os tiros, os efeitos exagerados, toda a acção gratuita, as várias histórias lamechas que em vez de acrescentarem algo ao filme apenas queimam tempo útil.

Este tipo de filmes costumam ter uma história fraca mas por vezes estas são compensadas por algo: ou os diálogos, ou as actuações, ou a fotografia. Neste caso, seriam as personagens e os diálogos cómicos, mas não foram suficientes.

Apesar de toda a promoção feita ao filme e da curiosidade que pode gerar, na minha opinião, nem as boas personagens do filme fazem com que valha a pena perder tempo com a sua visualização.

Suicide Squad
Ficha Técnica