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capa-de-leon https://pt.pinterest.com

Léon

CRÍTICA
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Nota: 7,1

Foi com expectativas elevadas que vi este filme que várias vezes me incentivaram a ver ao longo destes anos.
É um filme que já se pode considerar um clássico devido à sua reputação e por ter a galardoada Natalie Portman com apenas 13 anos.
Logo o primeiro ponto positivo é o elenco deste filme. Jean Reno e Natalie Portman são a dupla que dão vida a esta história. Toda a acção se centra neles e é a evolução da sua relação o que mais se realça.
Natalie Portman está para este filme como Leonardo DiCaprio para What’s Eating Gilbert Grape, ou seja, revelou todas as suas capacidades num papel difícil, mostrando que tinha vindo para ficar.
O plano inicial é muito bom, com a câmara a guiar-nos pela cidade de Léon. Percebe-se que é dada atenção aos pormenores neste filmes e são explorados simbolismos.
O facto de o protagonista beber apenas leite é um exemplo do tipo de simbolismo que este filme utiliza. Podemos divagar largamente acerca deste simbolismo, especulando que revela o seu apego à infância, a sua fuga aos vícios, a sua vida metódica e saudável, apenas uma forma de espelhar a estilo de comédia utilizado ou uma desculpa para a relação que se irá desenvolver durante o filme, remetendo para a ingenuidade.
Todas estas especulações e muitas outras poderão estar correctas. Pegando por exemplo no tipo de comédia, a ironia das personagens bem como de algumas cenas e a forma caricata como são apresentadas, vão de acordo a uma linha que explora o ridículo. Gosto deste tipo de comédia quando é bem feita. São bons exemplos desta genialidade a demência poética de Stansfield (Gary Oldman) que nos oferece grandes falas.
Mesmo admitindo que o filme por vezes explora a comédia, e ainda dizendo que poderão querer dar-lhe um toque fantástico, não consigo gostar das partes do exagero de armas ao estilo Rambo, com cenas de luta de muitos para um, quais filmes dos anos 80/90.
A parte dramática do filme é boa. Podemos dizer que por trás de toda a comédia está escondido um grande drama. O degredo da casa onde vive Mathilda (Natalie Portman) é o melhor exemplo do quão dramático poderá ser este filme. Juntando depois a história de vida de Léon, obtemos um drama pesado, justificando a sensibilidade desta personagem.
Falo da justificação da sensibilidade do protagonista pois já referi noutras críticas que não gosto nada do cliché do mauzão sensível.
É difícil fazer um resumo deste filme pois consegue-nos pôr a pensar acerca de vários temas. É engraçado ver as diferentes reacções ao filme, especialmente no que diz respeito à relação dos protagonistas. Esta é uma relação que vai evoluindo ao longo do filme e que atinge um ponto em que começa a chocar. No entanto, fazendo um balanço final, conseguem-se obter pontos de vista opostos. Há quem resuma tudo a uma “quase pedofilia” mas, no meu ponto de vista, consigo perceber que tudo aponta noutro sentido, se pesarmos cada pormenor dos traços da personalidade das personagens principais.
Em suma, gostei deste filme e recomendo. Posso perceber que algumas pessoas não gostem pelo estilo peculiar da narrativa.

Léon
Ficha Técnica
Título: Léon capa-de-leon
Director: Luc Besson
Elenco: Género: Crime, Drama, Thriller
País: França
Ano: 1994