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Kiss Kiss Bang Bang

CRÍTICA
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Nota: 6,3

Este é um filme que já queria ver há muitos anos. Talvez tenha sido o título que me chamou à atenção ou então poderei ter visto o trailer, não me lembro. Seja qual for a razão, ficou na minha lista de filmes para ver.
Penso que foi no canal Holywood que vi o filme. É cada vez mais comum ver filmes que passam na televisão pela possibilidade que as novas tecnologias nos oferecem, acedendo ao conteúdo da programação dos últimos dias. Finalmente fiquei mais apegado aos canais televisivos.
O filme começa bem, com uma boa abertura. Fico agradado facilmente quando utilizam animação nas aberturas.
Outro ponto que gostei foi a divisão do filme em capítulos e a forma como estes são apresentados. Tal como as aberturas, este é um toque que gosto de ver nos filmes. Pode-se ser bastante criativo e utilizar efeitos muito interessantes na tela em que se apresentam os capítulos bem como nos títulos utilizados. Estes últimos, muito bem pensados, são capazes de introduzir a acção que os sucede criando expectativa, suspense, inquietação, entre muitos outros sentimentos. Em filmes de enredo complicado, também podem ajudar a organizar ideias. Ou seja, a utilização de capítulos pode ter vastas finalidades e acrescentar valor.
Até agora só referi pontos positivos mas ainda não passei do início do filme. Um dos primeiros sentimentos negativos que tive foi o de ser “muito Disney”, isto é, com aquele estilo de fantasia que pouco me cativa.
Depois, voltam os pontos positivos, no que aos diálogos diz respeito. É utilizada a ironia no meio de bocas rápidas, o que revela espontaneidade e é sempre bom de ver num argumento.
A sequência de peripécias encadeadas na mesma cena revela-se mais um ponto positivo quando bem conseguido. No entanto, tenho neste momento a fasquia elevada para este género de acção e, neste filme, não sendo má, não é fascinante. Isto porque muitas das vezes entra no ridículo, sendo esta uma crítica que pode abranger outros pontos do filme.
Quem já leu outras críticas que escrevi sabe o que quero dizer com o “justificar o cliché”. Para este género de comédia, em que se utilizam todas as técnicas mais comuns e onde querem entrar pela “palhaçada” através da ironia, metáforas e sequências de peripécias, há que saber fazê-lo de forma suficientemente original (genial até) para que quando se utiliza um cliché não se tenha de, quase que obrigatoriamente, justificá-lo.
Como refiro várias vezes, outra coisa que gosto é de filmes de histórias cruzadas, ou seja, quando nos apresentam histórias de várias personagens e depois estas se encontram. Tal como no ponto anterior, isto não é explorado com uma qualidade acima da média.
Olhando de uma forma geral para esta crítica, posso dizer que qualquer dia as vou escrever por pontos, isto porque certos filmes me levam a mencionar os mesmos pontos negativos vezes sem conta. Será que têm todos de falhar nas mesmas coisas? Até nisso parece ser difícil apelar à imaginação.
Que não fique a ideia que este filme é o pior filme de sempre, apenas (mais uma vez) tinha as expectativas altas demais para um filme que não achei interessante, mesmo que o tivesse visto sem quaisquer expectativas.

Kiss Kiss Bang Bang
Ficha Técnica
Título: Kiss Kiss Bang Bang capa-de-kiss-kiss-bang-bang
Director: Shane Black
Elenco: Género: Comédia, Crime, Mistério
País: estados unidos da américa
Ano: 2005