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Fading Gigolo

CRÍTICA
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Nota: 6,5

Sendo um filme com a participação de Woody Allen, não poderia deixar de o ver.
Começa logo bem pois apresenta um problema que a mim me apoquenta, o desaparecimento do conceito de Alfarrabista. É pena que assim seja mas a evolução dita a extinção de certas coisas e, infelizmente, só por amor se pode manter um negócio destes, tão difícil de tornar lucrativo.
Fiquei estupefacto quando percebi que o filme foi escrito e realizado por John Turturro e não por Woody Allen.
A qualidade dos diálogos tal como nos filmes de Woody Allen, especialmente aqueles que cabem à sua personagem. Outro ponto que se repete incessantemente nos filmes de Woody Allen é a constante menção aos seus problemas psicológicos, os quais são explorados também neste filme. Estes são dois pormenores dos quais não me canso. Contra mim falo, visto que gosto que os filmes me surpreendam e gosto de ideias novas. No entanto, olhando especificamente para os filmes de Woody Allen, e juntando este filme ao conjunto, estes itens completam a sua imagem de marca. Woody Allen explora-os sempre de pontos de vista diferentes, originalmente, fazendo com que não me farte e queira mais. John Turturro também focou estes pontos.
Neste filme estamos perante o conceito de Gigolô, para muitos, equivalente a uma prostituta mas no masculino, para o dicionário, um “homem que vive à custa de amante, geralmente mais velha.” No meu ponto de vista, penso que se explora este conceito essencialmente na alta sociedade, se visto como um serviço (aqui mais ligado à prostituição). Caso extrapolemos a mesma situação para as classes mais baixas ou a viremos para o feminino, toda a conversa se distorce pois entram em acção os vulgos carregados de conotação negativa.
É então no ambiente citadino, em Brooklyn, que acompanhamos o novo ofício de Fioravante (John Turturro) e todas as peripécias associadas à exploração deste novo mundo. Tendo em conta a variedade cultural desta cidade, é feita uma análise social, mais do que uma crítica. Exploram essencialmente a cultura judaica e a alta sociedade. Estas análises são algo que adoro.
Como o aficionado da cultura portuguesa que sou, fiquei contente da menção que fazem ao conceito de “saudade”. Esta foi uma boa referência à nossa singularidade.
Agora, depois de mencionar todos os pontos positivos, tenho a dizer que em termos da história propriamente dita, não achei nada de especial. É um filme que tem um bom conteúdo (como vim a referir até agora) que se perde numa história fraca. Mas, mesmo assim, vale a pena para quem gosta do estilo dos filmes de Woody Allen. Vejam num domingo.

Fading Gigolo
Ficha Técnica