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CRÍTICA
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Nota: 6,5

Mais um dos poucos filmes que vi nos canais televisivos. Desta feita, foi a SIC que me trouxe esta relíquia.
Este é um filme da SIC Filmes. Não conhecia estas produções mas gostei do que vi.
O filme apresenta uma sátira à extrema direita, explorando os efeitos que pode ter um movimento na vida de jovens que se encontram numa fase de escolhas. Pequenos problemas pessoais ou certas personalidades podem ser a base perfeita para se plantarem sementes idealistas que nos mudam radicalmente.
Pode-se dizer que este filme tem uma narrativa esquizofrénica. Esta é composta por efeitos vertiginosos, música escura e pesada, o que cria um ambiente de contínua tensão e, por vezes,mal-estar.
A acção serve para absorvermos mensagens subliminares, ao estilo do cinema de autor. O filme está repleto de simbolismo, sendo que mesmo que estejamos dentro do assunto, acaba por nos escapar sempre qualquer coisa.
As personagens são excêntricas e macabras, o ambiente vai de melancólico a electrizante, por vezes sem aviso prévio.
Não será totalmente descabido classificá-lo como uma versão portuguesa do American History X, classe B. Pela história que envolve os pais do protagonista, podemos também caracterizar este filme como um Alice, versão hard core.
Mesmo com a fraca produção, tem uma boa moral e personagens muito interessantes (e outras muito más, se pudermos separar as coisas más… mais vale não fazer distinção das coisas más).
Obviamente que o filme me agarrou pelo tema e ambiente, no entanto penso que não é um filme que consiga angariar muitos adeptos.
O argumentista Pedro Marta Santos deve ter tido uma noite difícil quando escreveu este guião…

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Ficha Técnica