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The Eternal Sunshine of the Spotless Mind

CRÍTICA
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Nota: 7.2

Mais uma vez vejo Jim Carrey a desempenhar um papel não cómico. Das duas vezes que o vi neste registo — em The Truman Show e The Number 23, mais especificamente neste último —, não gostei. No entanto, tinha a esperança (quase a certeza!) de que desta vez ia gostar, pelas afincadas recomendações que me fizeram.

Ao longo destes anos consegui não aprofundar nada acerca deste filme, não vi trailers, não li sinopses e não falei com ninguém acerca do mesmo. Desta forma, consegui vê-lo sem moldar mais as expectativas e sem saber com o que contar porque o factor surpresa é muito importante para mim.

No meu ponto de vista este filme é uma alegoria à felicidade sob o mote “Vamos viver o loop feliz. Faz um reset no loop triste cada vez que este começar.”.

As partes de fantasia servem para tornar tudo mais profundo pois sentimos que estamos no mundo dos pensamentos/sonhos onde enfrentamos os nossos medos, anseios, desejos, saudades. Não sabia que o filme teria tantas cenas de fantasia mas não fiquei nada desagradado. É a felicidade contínua uma fantasia? Se sim, a representação deste ideal deve ser feito num ambiente fantástico.

Falando das ideias mais palpáveis, a simples sugestão de poder existir uma forma de apagarmos as memórias é algo que nos põe a pensar, podendo criar grandes dúvidas em muitas pessoas.

No filme, justifica-se que é um erro, sendo que mais vale sofrer do que perder todos os momentos bons. Por outro lado, esta ideia é aplicada na maioria das vezes a casos amorosos. Será que existem situações em que valerá a pena? Só se não houverem momentos de felicidade para manter, julgo eu.

A nível de elenco, somos brindados por grandes actores, especialmente os protagonistas, Jim Carrey e Kate Winslet, mas também são de referir Tom Wilkinson, Elijah Wood, Mark Ruffalo e Jane Adams.

Apesar de raramente repetir a visualização de um filme, penso que este seja um daqueles a rever cada vez que nos começamos a esquecer que as memórias são essenciais para as acções futuras, para aprender e para (voltar a) ensinar.

Podemos arrumar este filme junto daqueles que utilizam um conceito (até à data visto como) fantástico para nos fazer pensar acerca de escolhas difíceis, que neste caso é: perdermos tudo de bom que tivemos para apagar os momentos maus.

Recomendo o filme a todas as pessoas que gostam deste tipo de dilemas.

The Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Ficha Técnica
Título: The Eternal Sunshine of the Spotless Mind capa-de-the-eternal-sunshine-of-the-spotless-mind
Director: Michel Gondry
Elenco: Género: Drama, Ficção Científica, Romance
País: estados unidos da américa
Ano: 2004